Sua história

Conheça a trajetória de 95 anos do poeta, tradutor, escritor, jornalista, artista gráfico e roteirista, Thiago de Mello.

Linha do tempo

1926
Nasce Thiago de Mello em 30 de março, em Porantim do Bom Socorro, município de Barreirinha, Amazonas;
1931
Muda-se com a família para Manaus;
1941
Vai morar no Rio de Janeiro;
1950
Ingressa na Faculdade Nacional de Medicina. Recebe prêmio conferido pelo Jornal de Letras e publica o poema Tempo por Meus Olhos no jornal Correio da Manhã, em que trabalha como colaborador do Suplemento Literário;
1951
Com Geir Campos (1924 - 1999), funda a Editora Hipocampo, e lança o livro Silêncio e Palavra;
1952
Colabora como cronista no periódico Comício, jornal de oposição ao governo de Getúlio Vargas;
1954
Abandona o curso de medicina;
1959
Dirige o Departamento Cultural da Prefeitura Municipal da Cidade do Rio de Janeiro;
1960
É adido cultural da Embaixada do Brasil na Bolívia;
1963
Exerce a função de adido cultural da Embaixada do Brasil no Chile. Nessa ocasião conhece o poeta Pablo Neruda e traduz o livro Antologia Poética de Pablo;
1964
Traduz o livro A Terra Devastada e os Homens Ocos, escrito por T.S. Eliot (1888 - 1965);
1965
Regressa ao Brasil e reside no Rio de Janeiro;
1968
Perseguido pelo governo militar, parte como exilado para Santiago;
1971
Colabora na revista Colóquio Letras, editada em Lisboa;
1974
Reside na cidade de Mainz, Alemanha, e trabalha como professor na Universidade Johann Guttenberg;
1976
Escreve na revista Aqui, editada em Lisboa;
1978
Retorna do exílio e, ao lado do cantor e compositor Sérgio Ricardo (1932), participa do show Faz Escuro Mas Eu Canto, dirigido pelo cronista e dramaturgo Flávio Rangel (1934 - 1988) e apresentado em dez capitais brasileiras. Vai residir na cidade de Barreirinhas, no Amazonas;
1982
O livro Os Estatutos do Homem é divulgado pelo correio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco;
1983
Faz a tradução do livro Salmos, do poeta nicaragüense Ernesto Cardenal (1925);
1984
Traduz o livro A Vida no Amor, de Ernesto Cardenal;
1985
Faz a versão da coletânea Poesia Completa de Cesar Vallejo;
1986
O maestro Cláudio Santoro (1919 - 1989) compõe uma peça sinfônica baseada nos poemas do livro Faz Escuro Mas Eu Canto. A peça é executada na abertura da Assembléia Nacional Constituinte, realizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Faz tradução do livro Sóngoro Cosongos e Outros Poemas, do poeta cubano Nicolás Guillén (1902 - 1989);
1990
Redige o texto Nosso Teatro, editado em plaquete de luxo para a noite de reabertura do Teatro Amazonas, após o processo de restauro iniciado em 1986;
1994
Traduz Debaixo dos Astros, do poeta cubano Eliseo Diego (1920 - 1994) e Versos do Capitão, de Pablo Neruda;
1996
Faz a tradução de Cântico Cósmico, de Ernesto Cardenal;
1998
Recebe a Medalha da Ordem de Bernardo O’Higgins em cerimônia realizada na cidade de Santiago. Faz a tradução de Cadernos de Temuco, de Pablo Neruda;
2001
Traduz Presente de um Poeta, de Pablo Neruda;
2002
Publica o livro Mamirauá, com textos dele e fotografia de Luiz Cláudio Marigo, um projeto da Sociedade Civil Mamirauá;
2003
Publica livro infanto-juvenil Amazonas: no coração encantado da floresta, pela Cosac Naify;
2006
Grava “A criação do mundo”, musicados por seu irmão, Gaudêncio Thiago de Mello; organiza e traduz Poetas da América de Canto Castelhano, pela Global editora.
2010
Publica o livro infanto-juvenil “O MENINO IRMÃO DAS ÁGUAS”, pela Editora Valer.
2011
Organiza e traduz “POETAS DA AMÉRICA DE CANTO CASTELHANO”, pela Global Editora.
2015
Publica “ACERTO DE CONTAS”, pela Global Editora.
“Nasci com o ritmo dentro de mim e é da própria vida que nascem os meus poemas. A inspiração vem da vida do homem neste lugar chamado Terra. O que me comove ou me espanta, me dá esperança ou indignação”

- Thiago de Mello

Pois aqui está a minha vida. Pronta para ser usada. Vida que não guarda nem se esquiva, assustada. Vida sempre a serviço da vida. Para servir ao que vale a pena e o preço do amor.

Thiago de Mello, A vida verdadeira